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A CLÍNICA

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CONVÊNIOS

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  • REFLUXO: SINTOMAS, DIAGNÓSTICOS E TRATAMENTO

    O refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago é uma situação muito frequente na prática clínica diária e, na atualidade, é a mais comum em consultórios de gastroenterologistas. O refluxo manifesta-se mais frequentemente através da azia ou do retorno alimentar/gasoso, chegando, às vezes, até à boca.
Sintomas
Os incômodos promovidos pelo refluxo podem ser leves e eventuais, ou intensos.
A azia é o sintoma mais conhecido do refluxo, porém, várias outras manifestações podem tornar seu diagnóstico e tratamento um desafio. pigarro, tosse e bronquite são sintomas cuja origem pode estar no refluxo.
A hérnia hiatal é um relaxamento na válvula que separa o esôfago do estômago e uma das causas mais frequentes de refluxo. existem pessoas que têm hérnia e não têm sintomas de re- fluxo, enquanto outras têm muitos sin- tomas e não possuem hérnia.
Por isso, a investigação e a confirmação da causa do refluxo podem ser complexas e muitas vezes exigirem a participação de um especialista. Hoje em dia existem vários meios de estudo do refluxo, sendo a endoscopia o mais utilizado, porém, eventualmente são necessários outros meios de confirmação do diagnóstico e da resposta ao tratamento.
As complicações do refluxo crônico são, principalmente, o estreitamento do canal esofágico e uma inflamação crônica do esôfago mais complexa, chamada esôfago de barrett – esta última situação merece um acompanhamento mais contínuo pois pode, em alguns casos, tornar-se uma situação mais grave.
O tratamento inicia-se com observação e, muitas vezes, com mudanças de hábitos alimentares e comportamentais.

Tratamento Clínico
Como nem sempre o tratamento inicial é suficiente, o próximo passo costuma ser o tratamento clínico com medicamentos que procuram bloquear a acidez do material refluído. O uso contínuo da medicação às vezes torna-se necessário.
Efeitos colaterais destes medicamentos podem ocorrer, porém, em quantidades menores do que o inicialmente imaginado.
Nos casos de hérnia hiatal causando refluxo, outra opção terapêutica é a cirurgia, chamada hernioplastia. existem critérios estabelecidos para este procedimento, por isso, é muito importante a conversa a respeito com o seu médico assistente.
  • PEDRAS NA VESÍCULA BILIAR (COLELITÍASE)

    O que é a vesícula biliar?
A vesícula biliar é uma pequena bolsa com formato de pêra, que pode medir até 15 cm de comprimento e está localizada embaixo do fígado. Ela armazena a bile, que é um líquido esverdeado produzido pelo fígado que ajuda na digestão de gorduras. O que são as pedras na vesícula?
Pedras na vesícula biliar, também chamadas de cálculos biliares, são pequenas pedras que se formam dentro da vesícula biliar. Elas podem ser pequenos agregados de cristais com poucos milímetros de diâmetro ou se tornarem grandes a ponto de ocuparem toda a vesícula biliar.
Normalmente, a vesícula biliar é preenchida lentamente por bile nos intervalos entre as refeições (períodos de jejum). Então, quando você ingere comidas que contém gordura, a vesícula se contrai e empurra a bile, através de um ducto, para dentro do intestino. Contudo, algumas vezes um cálculo biliar pode obstruir o orifício de saída da vesícula, impedindo que ela se esvazie. Outras vezes, os cálculos biliares podem irritar a vesícula. Se um cálculo é empurrado para fora da vesícula,ele pode obstruir os ductos que drenam o fígado e o pâncreas, causando sérios problemas. Quais são os sintomas dos cálculos biliares?
Na maioria dos casos, as pedras na vesícula biliar não causam sintomas. Quando os sintomas estão presentes, os mais comuns são:
Cólicas na barriga (geralmente no lado direito, logo abaixo das costelas ou na parte superior central da barriga (entre o umbigo e as costelas);
Dor nas costas ou no ombro direito;
Náuseas e vômitos.
Se você sabe que tem pedras na vesícula, mas não tem sintomas, você provavelmente não precisará de tratamento algum. Mas se você começar a apresentar sintomas, você deve ser tratado. Os sintomas podem ir e vir, mas geralmente ficam piores ao longo do tempo. Pedras na vesícula biliar são perigosas?
Geralmente não. Em casos raros, elas podem causar sérios problemas, que incluem:
Icterícia, uma condição onde a pele e os olhos ficam amarelos;
Ruptura da vesícula biliar, o que pode causar quadros graves infecção (sepse);
Inflamação do pâncreas (pancreatite). O pâncreas é um órgão que produz hormônios e enzimas que auxiliam na digestão dos alimentos. Existem exames para a detecção das pedras na vesícula?
Sim, o seu médico(a) pode identificar o problema com um exame de imagem, tal como a ultrassonografia.
O exame de ultrassom é indolor e usa ondas sonoras para construir uma imagem da sua vesícula. Como as pedras na vesícula são tratadas?
As pessoas com pedras na vesícula biliar geralmente tem 3 opções. São elas:
Não tratar: essa pode ser a melhor opção para aqueles que não têm sintomas. Se os sintomas aparecerem, o tratamento deverá ser cogitado.
Cirurgia para remover a vesícula biliar e as pedras: a cirurgia para remover a vesícula biliar (colecistectomia) é o tratamento de rotina no Brasil. Mas, como toda cirurgia, envolve uma anestesia, logo, existem alguns riscos. A cirurgia não costuma afetar de maneira importante a digestão. Contudo, cerca de metade das pessoas operadas podem apresentar alguns sintomas leves, que costumam melhorar ao longo do tempo, tais como: diarreia líquida, flatulência e ruídos intestinais aumentados.
Tratamento para eliminar as pedras sem remover a vesícula biliar: as pessoas que optam por essa estratégia podem tomar medicamentos para dissolver as pedras ou serem tratadas com um aparelho que emite ondas sonoras que quebram as pedras, facilitando a eliminação espontânea. Estes tratamentos podem funcionar, mas isso leva tempo (meses até anos). Nos indivíduos com sintomas severos, essa demora pode ser difícil de tolerar.
Além disso, as pedras podem voltar após o fim do tratamento, o que faz com que estas modalidades de tratamento estejam caindo em desuso. Posso fazer alguma coisa para evitar a formação de (novas) pedras na vesícula biliar?
Sim. Faça no mínimo 3 refeições por dia, sempre com baixo teor de gorduras. Isso causa o esvaziamento da vesícula biliar cada vez que você come. Escolha alimentos com alto teor de fibras e cálcio, mas pobres em gorduras saturadas. Algumas escolhas sábias incluem frutas, vegetais e derivados do leite com baixo teor de gordura. Procure manter o seu peso dentro de limites saudáveis. As pessoas que estão acima do peso são mais propensas à formação de cálculos biliares.
Se você pretende emagrecer rapidamente, mesmo que nunca tenha tido pedras na vesícula biliar, converse com o seu édico sobre o que você pode fazer para evita a formação destas pedras durante esse processo. Por exemplo, emagrecer rapidamente após uma cirurgia de redução do estômago, pode, comumente, leva ma formação de cálculos biliares. Nesses casos, o seu médico pode prescrever medicamentos para evitar essa situação.
  • DOENÇA CELÍACA

     O que é a Doença Celíaca?
A Doença Celíaca, também conhecida como Espru Celíaco ou Enteropatia sensível ao Glúten, é uma desordem autoimune que ocorre em pessoas geneticamente predispostas e afeta tanto crianças quanto adultos.
Nos portadores da doença, a ingestão de alguns tipos de produtos feitos a partir de alguns cereais pode causar danos no intestino delgado. Esses danos podem interferir com a capacidade do intestino delgado de absorver os inúmeros nutrientes presentes nos alimentos que ingerimos todos os dias, causando desnutrição e uma variedade de outras complicações. As sequências de aminoácidos responsáveis pelo problema são chamadas coletivamente de “Glúten”, que é encontrado no trigo, centeio, cevada, malte e, em menor concentração, na aveia.
Nos indivíduos portadores da Doença Celíaca, a ingestão do Glúten desencadeia, de forma indevida, uma resposta imunológica na mucosa do intestino delgado (mucosa é a camada de células que reveste a face interna do intestino e que está em contato direto com tudo que ingerimos por via oral).
Essa resposta imunológica inadequada produz danos na mucosa intestinal, que, gradativamente, vão comprometer a função absortiva intestinal. Com a capacidade absortiva intestinal reduzida, a oferta de nutrientes essenciais para a manutenção da saúde reduz e outras complicações se tornam evidentes, como desnutrição, osteoporose etc.
Aproximadamente 1 em cada 133 pessoas é portadora da Doença Celíaca, muitos ainda sem um diagnóstico formal, pois muitas vezes os sintomas são vagos e intermitentes.
Cerca de 16% dos parentes de primeiro grau de portadores da Doença Celíaca também irão desenvolver o problemas ao longo de suas vidas. Quais os sintomas da Doeça Celíaca?
Os sintomas mais comuns são: anemia, flatulência excessiva, cólicas abdominais, diarreia recorrente, algumas vezes constipação, fadiga, sensação de falta de energia, infertilidade, aftas orais, problemas no esmalte dentário, emagrecimento, dores articulares e irritabilidade.
Os minerais e vitaminas comumente deficientes nos portadores são: minerais: cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, selênio e zinco; vitaminas: A, D, E, K, ácido fólico, B 1, 2, 3, 6, 9, 12 e C. Como proceder no diagnóstico?
Em caso de suspeita da Doença Celíaca, é necessária uma consulta com um Gastroenterologista, que, inicialmente, irá solicitar alguns exames de sangue específicos e, posteriormente, uma endoscopia digestiva alta com biópsias (retirada de pequenos fragmentos de tecidos) da mucosa do intestino delgado para estudo histológico sob microscópio por um médico patologista. O patologista é capaz de detectar as alterações características da Doença Celíaca, sendo esses achados de grande relevância para o diagnóstico. Como é feito o tratamento?
O único tratamento eficaz disponível no momento é a retirada completa da dieta de alimentos que contém Glúten. Na maioria dos casos, os danos na mucosa intestinal são totalmente reversíveis com essa medida e a função intestinal retorna ao normal.
Contudo, a dieta livre de Glúten deve ser seguida de forma definitiva para a manutenção duradoura da integridade da mucosa intestinal.
  • PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS

    São atos médicos realizamos com o objetivo de tratar uma doença ou desordem. Em contraste com um exame, onde informações são coletadas na tentativa de se definir um diagnóstico, um procedimento terapêutico é o tratamento propriamente dito de uma condição já diagnosticada.
Um exemplo prático pode facilitar o entendimento: um paciente com dor na barriga procura o médico, que entrevista o paciente (busca de sintomas) e examina (busca de sinais), coletando um conjunto de sinais e sintomas. Essas informações iniciais permitem ao médico suspeitar do diagnóstico de apendicite, mas outras situações podem produzir as mesmas alterações.
O médico solicita então um exame de ultrassom, que produz mais informações (busca complementar de sinais), definindo o diagnóstico de apendicite aguda. Em seguida, um procedimento terapêutico é indicado e realizado: uma cirurgia de apedicectomia.
  • EXAMES COMPLEMENTARES

    Os exames complementares são atos médicos puramente diagnósticos, ou seja, o médico só olha e descreve o que vê. Algumas vezes o examinador pode colher elementos físicos para estudo complementar, no contexto em questão, pode-se realizar a coleta de pequenos fragmentos de tecidos para estudo microscópico (biópsias).
Essas informações podem definir o diagnóstico de uma doença ou apenas contribuir para uma investigação clínica em andamento. O médico que solicita um exame complementar faz o papel de um detetive que coleta o maior número possível de informações (“pistas”) sobre um problema relatado pelo paciente e, a partir do conhecimento dos mecanismos fisiológicos do nosso organismo, tenta construir, dentro de um pensamento lógico, o diagnóstico de uma doença ou desordem.
Classicamente, na prática clínica existem dois tipos de “pistas”, que são: os sinais e os sintomas.
Um sintoma é toda informação subjetiva fornecida pelo paciente e que não pode ser aferida ou validada pelo médico. Um exemplo: o sintoma dor. Não podemos, em condições normais, medir objetivamente a presença, nem a intensidade da dor.
Em contrapartida, qualquer queixa citada pelo paciente que seja passível de aferição é chamada de sinal. Como exemplo clássico, podemos citar a “febre”. Esse sinal pode facilmente ser aferido com um termômetro.
Mais exemplos de sinais e sintomas: SINAIS: manchas no corpo, inchaço numa articulação ou nas pernas, feridas, emagrecimento, queda de cabelo, pressão alta etc. SINTOMAS: tontura, visão turva, amargo na boca, mal estar, coceira, dormência, formigamento etc.
O que acabamos de expor aqui são o fundamentos da Propedêutica Clínica, ou, em outras palavras, o processo básico que deve ser percorrido pelo médico para se obter um diagnóstico preciso e confiável.
  • RETOCOLITE ULCERATIVA

    O que é a colite ulcerativa?
A colite ulcerativa é uma condição que causa diarreia, cólicas abdominais e a eliminação de fezes com sangue. Estes sintomas acontecem por que o intestino grosso fica inflamado e desenvolve feridas, chamadas de “úlceras”. O intestino grosso também é chamado de cólon, logo, o termo colite refere-se a “inflamação do intestino grosso”. Quais são os sintomas da colite ulcerativa?
Os sintomas podem ser leves ou severos. Eles podem aparecer apenas irem e virem intermitentemente. Os sintomas podem incluir: Diarreia (algumas vezes com 10 ou mais episódios por dia); Sangue vivo nas fezes; Sangramento anal; Eliminação de catarro (muco) pelo ânus; Cólicas abdominais; Febre; Perda de peso; Inchaço e dor na articulação do quadril e nos joelhos; Inchaço e dor nos olhos, pele e pulmões. Existem exames para diagnosticar a colite ulcerativa?
Sim. Existem alguns exames que podem auxiliar o seu médico no diagnóstico da colite ulcerativa. Os médicos geralmente solicitam um exame chamado “retossigmoidoscopia” ou outro similar chamado “colonoscopia”.
Nestes exames, o médico insere um fino tubo de borracha através do ânus para examinar o reto (a parte final do intestino grosso) e outras partes do intestino grosso. Na ponta deste tubo existe uma pequena câmera que capta imagens que são mostradas para o médico num monitor, sendo possível examinar com detalhes todo o intestino grosso. Além da câmera, também existem ferramentas que permitem a coleta de pequenas amostras de tecido para exame no microscópio. Outros exames podem incluir radiografias contrastadas e tomografias. Posso fazer alguma coisa por conta própria para me sentir melhor?
Suspenda a ingestão de comidas que pioram os sintomas:
Leite, iogurte, queijo e outros derivados do leite;
Café, chá, refrigerante e outros alimentos que contem cafeína;
Frutas e sucos;
Frituras, gorduras e alimentos muito condimentados;
Farinhas integrais e pães multigrãos;
Condimentos (tais como catchup e mostarda) e molhos para salada;
Alguns vegetais, incluindo couve-flor, brócolis e repolho;
Carne vermelha;
Feijão;
Corantes artificiais, aromatizantes e adoçantes. Evite medicamentos anti-inflamatórios, como diclofenaco (Cataflan®, Biofenac®), ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina®), ibuprofeno (Motrin®, Advil®) e naproxeno.
Quando você evitar as comidas que podem piorar os sintomas, o seu médico pode prescrever multivitamínicos e suplementos de ácido fólico. Se parar de ingerir leite e derivados, você deverá tomar suplementos com cálcio e vitamina D. Os suplementos alimentares garantem as quantidades mínimas dos nutrientes que você está deixando de ingerir com a restrição alimentar necessária nos períodos mais sintomáticos da colite ulcerativa. Como a colite ulcerativa é tratada?
Dependo dos seus sintomas, o seu médico poderá prescrever:
- Medicamentos para aplicar diretamente no reto (supositórios e enemas). Estes podem reduzir o inchaço e inflamação nos casos leves. Costuma levar 3 semanas para produzirem efeito e melhora nos sintomas.
- Medicamentos para tomar na forma de comprimidos. Os mais comuns são os aminosalicilatos, ou simplesmente, 5-ASA.
- Um breve curso de medicamentos chamados “corticoides” para reduzir o
inchaço e a inflamação.
- Medicamentos mais fortes para os casos mais severos. Estes medicamentos atuam no sistema imunológico para proteger o seu cólon dodano causado indevidamente as células que o revestem (mucosa). Os mais comuns são: azatioprina, 6-mercaptopurina, infliximabe, adalimumabe.
Para a maioria das pessoas os sintomas desaparecem após algumas semanas de tratamento. Uma cirurgia pvvode ser necessária?
Quando os medicamentos e mudanças na dieta não funcionam, uma cirurgia pode ajudar. Existem dois tipos: Cirurgia para remover o cólon, reto e ânus. Pessoas que fazem esse tipo de cirurgia, não podem mais evacuar da maneira normal. Nesses casos, é feito uma “ostomia”, ou seja, o intestino delgado é fixado na parede do abdome e se comunica com o meio externo através de um pequeno orifício na pele. Por esse orifício acontece a eliminação das fezes, que são armazenadas numa bolsa plástica especial que se fixa na pele ao redor do orifício. Cirurgia para remover apenas o cólon e o reto. Após essa cirurgia, o médico reconecta o intestino delgado ao ânus. Pessoas com esse tipo de cirurgia podem evacuar da maneira normal. E se eu engravidar?
Na maior parte dos casos, a colite ulcerativa não afeta a sua capacidade de engravidar. Se você deseja ter um bebê, converse com o seu médico(a) antes.
O seu médico(a) irá revisar todos os seus exames antes e durante a sua gravidez. Além disso, o médico(a) pode querer trocar os seus medicamentos antes de engravidar. Isso acontece por que alguns dos medicamentos usados para tratar a colite ulcerativa não são seguros para o bebê.
Condições como a colite ulcerativa acontecem com mais frequência em determinadas famílias. Logo, se você tiver um filho(a), ele ou ela tem um risco um pouco maior de também ter a colite ulcerativa quando comparado com a população em geral.
  • DOENÇA DE CROHN

    O que é a doença de Crohn?
A doença de Crohn é uma desordem que causa diarreia, cólicas abdominais e outros sintomas que afetam o aparelho digestivo. O aparelho digestivo é a parte do nosso corpo que digere e absorve os alimentos e nutrientes que ingerimos regularmente. Ele é composto pela boca, estômago e intestinos.
O nosso organismo é dotado de um sistema de defesa (sistema imunológico), que, quando funciona normalmente, mata germes e células defeituosas que poderiam dar origem a tumores malignos (câncer). Algumas vezes, ao invés de matar apenas a células defeituosas, algo pode sair errado e o sistema imunológico começa a atacar também células saudáveis. Esse fenômeno é chamado de “resposta autoimune”. Essa situação está presente nos portadores da doença de Crohn. Se você tem a Doença de Crohn, o seu corpo está atacando as células que revestem a face interna de todo o aparelho digestivo. Esse evento produz a inflamação das estruturas acometidas, que pode evoluir com a formação de feridas (úlceras) e causar sangramentos.
Os sintomas da doença de Crohn podem oscilar, ou seja, podem piorar e melhorar intermitentemente ao longo do tempo. Essa condição não tem cura. Mas, felizmente, existem medicamentos e outros tratamentos que podem melhorar muito os sintomas. Quais são os sintomas da doença de Crohn?
Os sintomas mais comuns são diarreia, cólicas abdominais, fraqueza, perda de peso e febre. Algumas pessoas com a doença de Crohn podem também apresentar aftas na boca, lesões na pele, dores nas articulações e vermelhão nos olhos. Existe algum exame que pode indicar a presença da doença de Crohn?
Sim. Existem alguns testes que podem ajudar no diagnóstico da doença de Crohn. Os médicos podem usar exames de raios-X, tomografia e ressonância magnética para examinar o intestino fino e um exame chamado “colonoscopia” para examinar o intestino grosso. Durante a colonoscopia, o médico insere progressivamente um fino tubo de borracha, com uma pequena câmera na ponta, através do ânus do paciente até o final do intestino grosso. A câmera que está na ponta do aparelho envia imagens para uma tela que fica na frente do médico. O exame é feito sob sedação e causa mínimo desconforto ao paciente, durando em média cerca de 20-30 minutos para ser realizado. Posso fazer alguma coisa por conta própria para me sentir melhor?
Sim. Os seus sintomas podem melhorar se você:
Parar de ingerir os alimentos que fazem os seus sintomas piorarem. Algumas pessoas têm problemas com comidas que possuem grande quantidade de fibras, como frutas e vegetais.
Se você fuma, pare de fumar. O tabagismo piora os sintomas e aumenta as chances de você necessitar de uma cirurgia.
Evite medicamentos anti-inflamatórios, como diclofenaco (Cataflan®, Biofenac®), ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina®), ibuprofeno (Motrin®, Advil®) e naproxeno. Como a doença de Crohn é tratada?
Existe um grande número de diferentes medicamentos que podem ajudar a reduzir os sintomas da doença de Crohn. Quase todos esses medicamentos, funcionam reduzindo a inflamação e a resposta imunológica exagerada e inadequada. Alguns medicamentos são reservados para os períodos de maior intensidade dos sintomas. Outros medicamentos ajudam a manter os sintomas sob controle ou que eles voltem a ficarem intensos. O médico algumas vezes pode também prescrever antibióticos para os pacientes com a doença de Crohn. Muitas vezes é necessário tentar diferentes medicamentos antes de se encontrar o tratamento que melhor funciona para você. Uma cirurgia pode ser necessária?
A cirurgia pode ajudar nos casos onde os medicamentos não são capazes de controlar satisfatoriamente os sintomas da doença ou nos casos onde os medicamentos causam efeitos colaterais que não podem ser tolerados pelo paciente. A cirurgia não cura a doença, mas pode ajudar o paciente a se sentir melhor e retornar para as atividades normais. Os dois tipos de cirurgia mais comuns no tratamento da doença de Crohn funcionam da seguinte maneira:
Removendo a parte doente do intestino;
Reabrindo as partes do intestino que foram bloqueadas pela doença. A doença de Crohn pode evoluir para câncer de intestino grosso?
Sim. O seu risco depende do tempo que você tem a doença e se o intestino grosso foi afetado. Especialistas sugerem que as pessoas com doença de Crohn realizem exames de rastreamento precocemente e regularmente. Isso quer dizer, fazer uma colonoscopia poucos anos após o diagnóstico da doença de Crohn e, após, uma vez por ano. Como será a minha vida com a doença Crohn?
As pessoas com a doença de Crohn precisam, frequentemente, de cuidados por toda a vida. Mas com o tratamento adequado, a maioria das pessoas é capaz de levar vidas muito próximas do normal. E se eu quiser engravidar?
Na maioria dos casos, a doença de Crohn não compromete a capacidade de uma mulher engravidar. Se você quer engravidar, converse com o seu médico(a) antes de começar a tentar engravidar. O seu médico(a) irá revisar todos os seus exames antes e durante a sua gravidez. Além disso, o médico(a) pode querer trocar os seus medicamentos antes de engravidar. Isso acontece por que alguns dos medicamentos usados para tratar a doença de Crohn não são seguros para o bebê.
  • DIARREIA EM ADULTOS

    O que é diarreia?
O termo diarreia descreve uma alteração no ritmo de funcionamento do intestino, onde fezes líquidas são eliminadas. O número de evacuações também aumenta, sendo observado a ocorrência de 3 ou mais episódios por dia. Outro sintoma comumente associado aos quadros de diarreia é a urgência evacuatória, que é caracterizada pela necessidade de eliminação iminente e incontrolável de fezes, o que faz com que o paciente corra para o banheiro. Quais as causas comuns de diarreia?
Vírus;
Bactérias que vivem nos alimentos e na água;
Parasitas;
Efeitos colaterais de alguns medicamentos;
Problemas na digestão de certos tipos de comidas;
Doenças que agridem o aparelho digestivo. O que eu posso fazer para melhorar?
Beba grande quantidade de líquidos que contém água, sal e açúcar. As opções mais eficazes são: sucos de frutas diluídos em água mineral, bebidas isotônicas (ex.: Gatorade e similares), caldo de sopa e água de coco. Se você estiver bebendo líquidos na quantidade certa, a sua urina terá a cor amarelo claro ou quase transparente (como água).
Procure comer um pouco, sempre em pequenas quantidades, mas várias vezes por dia. Algumas escolhas sábias: batata cozida, macarrão tipo Lámen temperado somente com sal, arroz branco, aveia, biscoito de água e sal, bananas, sopas, vegetais cozidos (cenoura, beterraba, ervilhas), pequenas porções de frango grelhado, gelatina. As comidas salgadas ajudam mais nesse momento. Quando eu devo procurar um médico?
Você deve procurar um médico se:
Os sintomas persistirem por mais de 48 horas;
Se apresentar mais de 6 episódios de diarreia em 24 horas;
Se apresentar várias evacuações com sangue ou catarro (muco);
Se a diarreia for preta ou sanguinolenta (vermelho vivo);
Se apresentar febre acima de 38,5ºC;
Se apresentar cólicas fortes na barriga;
Se tiver 70 ou mais anos de idade;
Se apresentar diarreia após durante ou após o uso de antibióticos.
Se apresentar grande perda de líquidos (desidratação). Os sintomas são:
Grande número de evacuações líquidas como água;
Sensação de cansaço intenso;
Muita sede;
Boca e língua secas;
Câimbras;
Tonturas; Confusão mental; Urine muito amarela ou ficar sem urinar por mais de 5 horas. Preciso fazer exames?
A maior parte das pessoas não precisa de exame algum. Mas, é possível que seu médico solicite alguns exames em determinados situações, tais como:
Exames de sangue;
Exames de urina;
Exames de fezes.
Estes exames podem se você tem uma infecção, e quando afirmativo, que tipo de infecção. Os exames também podem mostrar se você está desidratado. Como é tratado um quadro de diarreia?
O tratamento depende da causa da diarreia. Algumas vezes você não necessitará de tratamento algum. Nos casos onde é necessário tratamento, o seu médico poderá recomendar:
Antibióticos: que combatem infecções causadas por bactérias;
Medicamentos para aliviar a diarreia podem ser usados em casos selecionados;
Hidratantes aplicados por via endovenosa. Reservados para os casos de desidratação grave, sendo inserido um pequeno cateter (tubo fino de material plástico) dentro de uma veia em seu braço ou antebraço, que é em seguida conectado a uma bolsa que contém soro fisiológico;
Suspender alguns de seus medicamentos;
Mudar a sua dieta. A diarreia pode ser evitada?
Você pode reduzir as chances de adquirir e disseminar uma diarreia tomando algumas medidas:
Lavar as mãos após trocar fraldas, cozinhar, comer, ir ao banheiro, levar o lixo para a rua, tocar em animais e assoar o nariz;
Permanecer em casa até se sentir melhor;
Prestando atenção no adequado armazenamento e preparo de alimentos:
Não beber leite não pasteurizado ou comidas feitas com ele;
Lavar bem frutas e vegetais antes de comer;
Manter a geladeira com temperatura abaixo de 5ºC e o freezer abaixo de 18ºC;
Cozinhar bem a carne e frutos do mar;
Cozinhar ovos até que a gema fique dura;
Lavar as mãos, facas e tábuas de corte após o contato com carne e alimentos crus.
  • PÓLIPOS DO INTESTINO GROSSO

    O que é?

    Pólipo é um crescimento anormal que surge na mucosa (camada de revestimento interno de alguns órgãos do corpo humano) do intestino grosso (cólon e reto).

    Essa formação pode ter o aspecto de uma bola fixada na mucosa intestinal ou ligada a esta por um pedículo; no primeiro caso é chamada de pólipo séssil (sem pé) e, no segundo, de pólipo pediculado.

    Como se desenvolve?

    O pólipo pode surgir em qualquer idade (da criança ao adulto), assim como pode existir sem apresentar qualquer sintoma por muito tempo. A eliminação de sangue pelo ânus, pode ser um sinal indicativo da existência de pólipo intestinal.

    Quando o pólipo tem um pedículo mais ou menos longo, e se encontra implantado em alguma das porções finais do intestino (por exemplo o reto), ele pode ser exteriorizado durante o esforço de evacuação e ser detectado pelo paciente. Neste caso o diagnóstico de pólipo fica facilitado.

     

    Como se faz o diagnóstico?

    A presença de sangue nas fezes ou no vaso sanitário, após a evacuação, pode levar a uma hipótese inicial da existência de pólipo na luz intestinal (espaço por onde circulam as fezes).

    O exame com endoscopia é o meio mais exato para obter o diagnóstico diferencial de pólipo ou de outra patologia causadora do sangramento. Esta endoscopia, chamada colonoscopia, além de fazer o diagnóstico pode igualmente realizar o tratamento, pois a maioria dos pólipos pode ser retirada durante o exame.

    O pólipo é simplesmente a forma macroscópica; a experiência do endoscopista e o exame laboratorial é que indicarão a natureza do mesmo, se benigna ou maligna. Portanto, todo o pólipo retirado deverá ser enviado ao laboratório para exame microscópico.

     

    Como se trata?

    O exame endoscópico pode constatar a existência de um ou mais pólipos, sésseis ou pediculados, com diversos tamanhos. A retirada pode se constituir na cura total, se o pólipo é benigno ou maligno sem metástase, ou como um meio diagnóstico para outras lesões do intestino.

    Na criança, com mais frequência, a existência de pólipo no intestino, dependendo do tamanho e de sua localização, pode provocar uma obstrução intestinal (invaginação intestinal), que determina a necessidade de cirurgia de urgência para a retirada do pólipo e o tratamento da obstrução.

    Uma grande quantidade de pólipos pode indicar que o paciente é portador de uma polipose familiar ou de uma polipose múltipla. Este paciente deve ser submetido a cirurgia para retirada do intestino grosso, o que não o impedirá de viver em condições satisfatórias. Todos os seus familiares consanguíneos deverão ser investigados com exames endoscópicos (colonoscopia) para o diagnóstico da doença.

DR. Eduardo Sell Schulz
CRM-PR 12.480

  • Especialista em endoscopia em crianças e adultos
  • Endoscopista pela SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva)
  • Cirurgião Geral (Título de Especialista - Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná-UFPR)
  • Cirurgião Pediátrico (Título de Especialista - Hospital Infantil Pequeno Príncipe de Curitiba-UFPR)

 

CORPO CLÍNICO

DRA. ANA CAROLINA LOPES
CRM-PR 28.291

  • Médica graduada pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)
  • Pós graduada em Medicina Intensiva pelo Instituto Terzius (Campinas)
  • Pós graduação em Nutrologia pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia)
  • Atendimento em Clínica Geral

 

DR. GILBERTO CARLOS LOPES
CRM-PR 18.956

  • Médico graduado pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)
  • Especialista em Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed)
  • Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBDC
  • Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC)
  • Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões;
  • Membro titular especialista do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva
  • Membro titular especialista da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva
  • Especialista pela Federação Brasileira de Gastroenterologia
  • Coordenador do Programa de Residência Médica de Cirurgia Geral da Norospar

A CLÍNICA

A Gastro Umuarama é junção de conhecimento especializado, técnicas modernas e equipamentos precisos para proporcionar melhores condições de saúde e qualidade de vida aos pacientes acometidos por problemas no aparelho digestivo. Priorizamos a tecnologia, o profissionalismo e o calor humano em nosso atendimento.

SERVIÇOS

Clínica médica
O clínico geral é o profissional responsável por auxiliar na prevenção e cura de doenças. 
O profissional desta área tem um conhecimento aprofunda- do dos órgãos, sistemas e apa-relhos do corpo humano, faz diagnósticos, pede exames, prescreve medicamentos e realiza cirurgias. Cirurgia por Vídeo Laparoscopia
É uma moderna técnica cirúr-gica onde as cirurgias abdomi-nais são realizadas através de pequenas incisões (geralmente com 1,5 cm). Entre as vanta-gens para o paciente estão: menos dor, menor sangramen-to durante o procedimento e menor tempo de recuperação. Cirurgia do Aparelho Digestivo
A cirurgia do aparelho digestivo refere-se às doenças que são oriundas dos órgãos responsá-veis pela digestão dos alimen-tos. No seu campo de ação es-tão as patologias e cirurgias envolvendo o esôfago, estôma-go, duodeno, pâncreas, fíga-do e vias biliares, intestino delgado e anexos, além da cirurgia da obesidade.
Gastroenterologia
A gastroenterologia é a especi-alidade clínica que trata do aparelho digestivo. Órgãos como boca, esôfago, estômago, intestino grosso, intestino del-gado, fígado, pâncreas, vesícula biliar, colón ou íleo são tratados por esta especialidade. Endoscopia e 
Colonoscopia
A Endoscopia e Colonoscopia são exames que envolvem a utilização de tubos flexíveis inseridos, no caso da Endoscopia pela boca e, quando a Colonoscopia pelo ânus, que permitem a visualização de imagens do aparelho digestivo. Cirurgia Pediátrica
Uma das especialidades médicas que atende pacientes desde seu período fetal até início de sua adolescência, que envolve tratamento cirúrgico para uma variedade de patologias, por meio de cuidados de acordo com a faixa etária da criança

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